Ceifar, reconstruir, amar...


29/03/2009


AFASTAMENTO...


Faz-se necessário que me afaste de ti
Em busca de novas luzes e compreenções
Mesmo que meus desejos é estar em ti
Facilitar-te a jornada...
Tua individualidade, tua egocentricidade
Não suportam minhas mãos em tua direção...
Quantas palavras e suores para que pudestes seguir,
ir pelo caminho onde os espinhos já foram retirados.
Entretanto, preferes expor-te, agitar-te conturbado.
Preferes fugas sedativas que não te sustentarão
Não te acasalharão no inverno da experiência...
Com uma lágrima a brotar nas vistas
Por ter pisado em tantas pedras, agudas
Queria, eu, proteger-te. Recusas!

Devo olhar o horizonte, esperar por tua procura
quando sentires que deverias ouvir
Porque enquanto recusas, preparo-me mais e mais...
Consequentemente, a distância psíquica se alonga entre nós
Porém, meu coração será mais e mais amor
Mais compreenção dos fatos, mais paciência no tempo...
Flores de cactos aos sons dos sinos
Férteis e áridas terras na inesxperiência dos destinos.

Escrito por Maria Rita Pereira às 15h51
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04/03/2009


O Ensinamento do Jardim

 

Creio que os sonhos sempre foram onde floresce o sol

Maças são sumos-sucos e hortelãs, aromas
Desde que queiramos fechar portas!?
Que queiramos fazer sobreviver ameixas...
Borboletas brincarão e colorirão o entardecer
Independentes de nós, mas por nos perceptíveis.
Quando sensíveis!

Cada flor tem seu momento de espera
Na primavera muitas compartilham cores
Não insistirei ao meu jardim depois de adubá-lo
A dar aquilo que sempre almejei
Sou também primavera
Dias tem horas, horas movimento,
Movimento luminosidade
Todos fazem parte da energia singular,
Quando não materia...

Deixo contigo as flores que sabes semear
As encontrarei entre amigos e sítios
As vezes, gratuitamente, florirás aqui ou acolá
Encontrarás vontades e poderás perecer
Tudo cicla neste universo de palavras e sorrisos
Doces lembranças permanecerão em meu abrigo
Como folhas que caem, serpenteiam em meus pensamentos
Ipês preparam flores para colorir o inverno sombrio
Devamos crer nisto, pois é assim que ele fez-se confiar.

Escrito por Maria Rita Pereira às 11h19
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