Ceifar, reconstruir, amar...


31/10/2008


LIBÉLULAS

 

 

Que milagrem as violetas 
Adubo torne o chorume

Plásticos voem longe,
muito longe, agrupando-se.
Em direção à fornalha
Bolas incandescentes.

 

Os grilos acomodem a noite
Descanso sereno e úmido.
Possamos acreditar todos nós,
cada um de nós, agrupando-se
(apesar das tantas falhas)
Libertar-se em libélulas, no nascente.
 

 

 

Maria Rita Pereira

Escrito por Maria Rita Pereira às 01h04
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

22/10/2008


TEMPO DE DESPERTAR

(Maria Rita Pereira)

 

Agora, deixe-a aí, amadurecendo...
Como fruto colhido antes da hora
Esqueça-a por um momento.

 

A criação precisa do seu próprio devir,
não nasce acabada
Precisa, antes de mais nada, do tempo.

 

Ele que faz decantar a poeira levantada
Não adianta teimosia!
Senão a tornará, por dentro, desvanecida.

 

Quando tudo desanuviar e a luz revelar
Ai sim, estará na hora de retocar
Poderá, então, um libertário fim... Dar.

Escrito por Maria Rita Pereira às 00h25
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

18/10/2008


SAIAS DE RODAR

 

Como forçar palavras em versos?
Não é assim que poesia se faz!
Poesia nasce naturalmente
Como saias de rodar.
Como guarda chuva de Carlitos
Poesia não se dobra aos ventos
Permanece pura, integra
Sincera aos devaneios.
 

 

Poesia é vertente!
Nega-se ao raciocínio.
É tudo que sem rascunho
Passa no funil sem se deixar filtrar.
Por isso é inédita, única, verdadeira.
Por isso representa o novo
O despertar do louco
A liberdade.

Escrito por Maria Rita Pereira às 11h37
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil

Meu perfil
BRASIL, Mulher, Maria Rita P.

Histórico