Ceifar, reconstruir, amar...


22/09/2008


Despedidas



Flor que me escapa aos dedos
Pétalas que restam são aromas da saudade
Suave sensação de seda a escorregar-se de mim
Presença spectral parece não ter fim
Desejo de pertencimento que nos ata
Parece conter o segredo que a dor contém e mata
Porém, enquanto permaneces como a enfeitar dias
Vivo este momento como se nunca findasse
Seria melhor aprender a lidar com perdas
Dor que nos persegue quando felizes
Entretanto, foi o sustentáculo sabor cereja.
Mesmo sem desejar entrelaçaram-se raízes.


 

Escrito por Maria Rita Swans às 21h52
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