Ceifar, reconstruir, amar...


29/03/2008


Camafeus

(MRitaPereira)

 

 

 

O vento retorna
Suave aroma de flores
Boa noite!
Floresta escurece
Anoitece
Os vagalumes iniciam uma festa
A lua torna-se real
Redondamente gorda
Amarelamente encantada
Impermanente...

 

A lua inicia seu momento solitária
Surge um presentimento, desilusão
A escuridão revela seus segredos
Medos! medos!
Impermanente como a serpentear incoerente
Por traz dos véus,
cristalizam-se os vagalumes
Caem sobre a terra, sonhos
Tela sobre tela, tintas perdem o tom
Noite dos pensamentos flutuantes
Confusos no espaço vazio
Qual mar, pesam em salgar

Pensamentos escurecem sob a escuridão.
Versos são lidos,
Por vezes, combatidos.
- O que são versos senão ventos?

 

O vento retorna

Suave aroma de flores
Versos foram jogados ao léu
A lua começa seu momento solitária
Poemas perdidos
Troféus desperdiçados
Desfazem-se.

O mundo mágico finda-se

Aos pés de narcísos

Que dançam sozinhos a sinfonia do eu

Cristalizados camafeus

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 23h18
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23/03/2008


A revolução conquistará para todos o direito não somente ao pão, mas à poesia."


Leon Trotsky

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 01h32
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20/03/2008


Pensando a educação

Para lançar julgamentos, receitas e/ou protocolos às escolas de hoje e aos seus partícipes é necessário inserir-se ao processo e vivenciar o dia-dia desta instituição. Nunca compare a escola atual com a de 15-20 anos atrás, os jovens não são os mesmos, a escola vive uma crise de adaptabilidade e os educadores possuem boa formação (formados na década de 70-90, ainda não havia a proliferação de faculdades/empresas lucrativas). Entretanto, ocorreram muitas mudanças na estrutura da sociedade com o neoliberalismo, a aprovação continuada e as políticas assistencialistas. Somadas ao empobrecimento das famílias, ao aumeto do desemprego, ao comportamento hipermoderno das populações como um todo (consumismo-imediatismo-fluidez-hedonismo) têm-se instalado um cáos sócio-familiar-cultural muito complexo para se traçar comentários rápidos e maldosos à complexidade das subjetividades que contracenam hoje no cenário da escola pública.



Tenha cuidado para não estar reproduzindo uma fala da elite. Seja prudente!



Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 22h30
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17/03/2008



SOBREVIVA


(Maria Rita Pereira)



Por que ajuntastes tanta matéria agregada
ao pó da desintegração?

Sobrevivas no coração em pulsar e sentir

dos homens e mulheres do caminho.
É o que fica deste universo/moinho.

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 23h19
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01/03/2008



 


Tênue lucidez


(Maria Rita Pereira) 


 

Linha d'água tênue leve curvatura

Pele negra trafegas, ainda, insegura

Olhos no presente, liberdade só com amor

Perdoa nossos desacertos ao nos decompor

 

 

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 23h18
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