Ceifar, reconstruir, amar...


10/02/2008







Imagem: http://www.wayneforte.com/index.htm


Quase só


(MRitaP)





Somos tantos
Massificação - Desorientação.
Crise de valores
Entre os passarinhos, sós.
Sós diante do ato de subversão
Por quê escolhemos entender?
Por escolher o caminho mais difícil
Fiquei com a lágrima do dia.
Com o canto da andorinha
Quase só.



Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 10h58
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

06/02/2008


 
A Realidade pintada em versos por 3 adolescentes de 14 - 15 anos (Cesário, Diógenes e Gabriel)
moradores das periferias do Real Parque na região do Morumbi.  
 
 
Realidade não Fantasia

 

Cesário, Diógens e Gabriel 

 


As vezes pra vencer na vida é preciso ser agressivo

Somos grupo Elementos pensamentos positivo

Nosso governo é sinistro e só que ganhar dinheiro

Aqui os mano não se ilude que os mano é brasileiro

Por isso eu te falo com muita convicção

 

REFRÃO

“A falta de emprego e compreensão

Transporta o pivete pra uma vida de ladrão

A falta de emprego e compreensão

Mata os sonhos da pessoa e joga dentro do caixão”

 

Muito Zé Povinho errado e cheio de ganância

Somos manos de direito e ainda temos esperança

Fizemos essa letra com força de vontade

Só queremos expressar um pouco da realidade

Hoje em dia quem é quem, isso é o que importa

A lei do mata-mata é o poder que abre as portas

Essa é a lei de satanás quem não têm respeito faz

Com uma arma na cintura você vê quem pode mais

 

Não quero ser mais um moleque, irmão da vida do crime

Levantei minha cabeça e agora sigo firme

Muitos jovens hoje em dia nessa pura fantasia

Se envolvendo com o crime pra vencer seu dia-a-dia

A vida é tipo assim feito uma selva de bicho

Por isso tudo o que for fazer de bom faça com capricho

A 1000 por hora vejo bater meu coração

Vi muita gente ruim gente que mata sem perdão

Um “salve” eu vou deixar pros mano da quebrada

Real Parque Panorama é ZONA SUL que se enquadra

Mano eu falo pra você então, sem tumultuar

Aqui é ZONA SUL maluco chega devagar...

 

 

" A questão da exclusão – embora não seja específica ao mundo do trabalho aí tem sua maior afirmação – aparece não apenas tendo como resultado um imaginário de inferioridade, mas concretamente discrimina, despreza, fixa o outro em áreas específicas produzindo guetos. E o que é pior, exacerba-se na violência. Os outros passam a ser não apenas excluídos e inferiorizados, mas portadores de uma essência desordenadora e perversa." 

Trecho colhido do site 

 http://www.dhnet.org.br/dados/livros/edh/estaduais/rs/adunisinos/cecillia.htm

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 14h11
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]