Ceifar, reconstruir, amar...


19/02/2010


A viagem...



Ah!  Se não fosse a poesia e o poeta
Este velho poeta de sapatos marrons feito de raízes secas

Ah! Se não fosse você, por vezes a deixar saudades

Por hora fazendo chover,  viver, acontecer diferente

Por que um amigo é como um feixe de flores coloridas

Lembre-se disso quando não
 encontrar mais saídas

O mundo não nos trará noticia dos porquês das crianças
É que o absoluto não pode ser explicado pelo relativo

De onde viemos para onde iremos, ao mundo dos sonhos?

Talvez lá onde o tempo não nos envelhece

 

Escrito por Maria Rita Pereira às 23h32
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08/02/2010


"Toda essa confusão
Não te faz querer gritar?
Seus ataques abusivos fazem vítimas do esquema
Você tenta passar por cima
De toda mentira que eles inventam
Deus, por favor, tenha piedade
Porque eu não aguento mais!!!"

(Tradução de Scream - Michael Jackson)scream

 

Escrito por Maria Rita Pereira às 15h11
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28/10/2009


 
 

"Projeto Cure o Mundo"

Buscar na Web ""

Categoria: Citação
Escrito por Maria Rita Pereira às 00h31
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27/07/2009


As borboletas estão pedindo às flores para que sobrevivam após esta tempestade-
Esperemos pelas sementes.  Eis o motivo da rosa!!!

... By me


Visitem O ENSINAMENTO DO JARDIM - Clicando no link

http://canteirosdepoesia.wordpress.com

 

Escrito por Maria Rita Pereira às 22h14
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13/04/2009


Maggie Taylor  (Patient Gardener)

Pedaço de Mundo

(Maria Rita P.)

 

 

Este pedaço de mundo agora é meu
Este verde, este marrom e os lilases
Deste chão empoeirado,
Destes sons agudos do beija flor.

São dois não um, agora vejo.


O piano, o violino, a composição de alguém.
Preciso respirar tranqüilamente
Pedem por este momento m
eus pulmões

Sou desejo de um mundo melhor
De homens e mulheres melhores


“Homens embebedam-se, anulam-se

Meninos humilham-se, violentam-se
Mulheres desorientadas carregam ilusões
Muitas são Barbies ou Cindis.
Este mundo me é puro delírio e dor.”


Ao som do violino, choro solo.

As flores amareladas ao chão
O vôo deste beija flor
Esse momento é meu agora

Daqui a pouco sou do mundo

Que se ignora, eu não.

Escrito por Maria Rita Pereira às 23h00
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29/03/2009


AFASTAMENTO...


Faz-se necessário que me afaste de ti
Em busca de novas luzes e compreenções
Mesmo que meus desejos é estar em ti
Facilitar-te a jornada...
Tua individualidade, tua egocentricidade
Não suportam minhas mãos em tua direção...
Quantas palavras e suores para que pudestes seguir,
ir pelo caminho onde os espinhos já foram retirados.
Entretanto, preferes expor-te, agitar-te conturbado.
Preferes fugas sedativas que não te sustentarão
Não te acasalharão no inverno da experiência...
Com uma lágrima a brotar nas vistas
Por ter pisado em tantas pedras, agudas
Queria, eu, proteger-te. Recusas!

Devo olhar o horizonte, esperar por tua procura
quando sentires que deverias ouvir
Porque enquanto recusas, preparo-me mais e mais...
Consequentemente, a distância psíquica se alonga entre nós
Porém, meu coração será mais e mais amor
Mais compreenção dos fatos, mais paciência no tempo...
Flores de cactos aos sons dos sinos
Férteis e áridas terras na inesxperiência dos destinos.

Escrito por Maria Rita Pereira às 15h51
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04/03/2009


O Ensinamento do Jardim

 

Creio que os sonhos sempre foram onde floresce o sol

Maças são sumos-sucos e hortelãs, aromas
Desde que queiramos fechar portas!?
Que queiramos fazer sobreviver ameixas...
Borboletas brincarão e colorirão o entardecer
Independentes de nós, mas por nos perceptíveis.
Quando sensíveis!

Cada flor tem seu momento de espera
Na primavera muitas compartilham cores
Não insistirei ao meu jardim depois de adubá-lo
A dar aquilo que sempre almejei
Sou também primavera
Dias tem horas, horas movimento,
Movimento luminosidade
Todos fazem parte da energia singular,
Quando não materia...

Deixo contigo as flores que sabes semear
As encontrarei entre amigos e sítios
As vezes, gratuitamente, florirás aqui ou acolá
Encontrarás vontades e poderás perecer
Tudo cicla neste universo de palavras e sorrisos
Doces lembranças permanecerão em meu abrigo
Como folhas que caem, serpenteiam em meus pensamentos
Ipês preparam flores para colorir o inverno sombrio
Devamos crer nisto, pois é assim que ele fez-se confiar.

Escrito por Maria Rita Pereira às 11h19
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25/02/2009


Espelhos quebrados

(Maria Rita P.)

 

De um excesso a outro partimos!

Mas, será que queríamos tantas verdades escancaradas?

Máscaras caíram!

Mas, não eram elas que, também, nos protegiam?

 

Da repressão à verdade foi desejo atingido

Hoje, tamanha nudez envergonha, humilha.

Desampara a mocidade

Esta, órfã de sentidos

Cambaleando em mundo frágil e desconhecido.

Adia amadurecer.

 


Pintura de Cláudia Santos Silva

Escrito por Maria Rita Pereira às 16h34
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28/12/2008


Amo-te

 

Amo-te porque és vida, vinho e lilás, és sonho cintilante beija flor és tu adocicado néctar. Amo-te porque sabes milagrar tempestades em sininhos de alerta. Aperta-me ver-te lágrima de cristal. Compreendidas serão tuas letras nestes instantes doravante os visgos que escondem o belo e singelo?

 

Ninguém confia senão em si tantas foram as hipocrisias, tantas foram as inconveniências. Mas, são de pétalas que amanhecem os dias neste jardim, suave dor, breve alegria. Sabedores do por do sol, tua luz permanece arrebol como a chama destes versos, contra/atuais.

 

Hoje sobra-nos a consciência de que somos poucos os sensíveis a pressentir a queda, o esmagar de tudo aquilo que mais amamos ou odiamos.Tornar-se-ão húmus de nossas imperfeições. Poderão vir a ser recomeço às novas flores, se a água e sol, no dia seguinte, forem.

Escrito por Maria Rita Pereira às 16h55
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27/12/2008


 
 

"Tão conhecida, inesquecível, insuperável..."


Categoria: Citação
Escrito por Maria Rita Pereira às 21h56
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26/12/2008


tico - tico

 

Gerânios

 

Até quando a vida correrá solta? Saciados.

Não há permuta, tão pouco pergunta,

são os recursos consumidos até a exaustão.

Posso dizer com certeza: Não acreditem em sorte!

Vida é vida! Morte é morte!

Continuará assim restringida, nave serva, água pão?

Sim, é na inocência de uma estabelecida viciação.

Catam ventos coloridos, pirulitos, monólitos

É que estamos fadados ao fim deste ciclo

Lágrimas quentes escorrem pela cambacica

Pelo sabiá, sanhaço, alma de gato, azulão.

É que estou a pressentir a despedida

Daqueles, aos quais, quis estender mãos e vida.

 

......

 

Gerânios! Tragam-me, por instantes, sua imensidão!

Neste jardim que almeja perpetuar-se 

 


Escrito por Maria Rita Pereira às 15h12
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25/12/2008


11 toneladas de peixes foram mortos no rio Madeira (RO) devido a primeira fase da construçaõ da Usina hidrelétrica (Jirau e Santo Antônio) duas das mais importantes obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) ... Devido a crise econômica os Bancos Santander e Banif desejam sair do consórcio e vários outros bancos adiam a entrada no projeto. Sem recursos para as obras milhares de peixes e florestas serão momentaneamente salvos ... A microfauna, a biomassa, os passarinhos... agradecem.

Abençoada Crise  >>>   Salvem-nos !

Escrito por Maria Rita Pereira às 12h50
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16/11/2008


Verbo Brasileiro

(Maria Rita Pereira)

 

 

Anhangá

Vespas e beijas flores

O grito dos ancestrais ecoa
No caracol acústico soa.

Estes versos translúcidos 

Cochicham em minha concha e arrepiam

Como sons dos guatambus

Corajoso canto do anú
Movimentam o fundo bentônico
Fertilizam!
Revelam!

Dante conhece a fera que dormita aí
Soltando as travas da língua
Imita o bem te vi, desorientado ao fogo.
Após a guerra que travas dentro de si
Ante a derrocada deste país
Cujos que amam não mandam
L
evantam o vôo da perdiz.

Enquanto a roda teima em arrastar

Todo levante que há por aí.

 

Oh! meu Tupã

Olodumaré
Este grito há de se fazer ouvir.
Negro, índio, branco, pobre, miscigenado

O grito dos ancestrais

Borbulha dentro dos ais
Deste corpo em betume, santificado.

 

Quero estar contigo
Mover estas montanhas
Transmutar a fera
Liberdade aos que morrem de ausência
da fartura desta terra
Arrastam os pés descalços no chão
Zumbis, tapajós, pankararus, tinguis...

Continua a matar a nascente alma brasileira

A gordura mórbida de homens chupins

 

Oh! meu Tupã

Olodum

Este grito há de se fazer ouvir

Amanayé

 

Escrito por Maria Rita Pereira às 14h37
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09/11/2008



 


Ventos verdadeiros

Escrito por Maria Rita Pereira às 15h11
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07/11/2008


http://www.youtube.com/watch?v=meJTGA-Rnek

veja o vídeo

 

Categoria: Citação
Escrito por Maria Rita Pereira às 13h33
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31/10/2008


LIBÉLULAS

 

 

Que milagrem as violetas 
Adubo torne o chorume

Plásticos voem longe,
muito longe, agrupando-se.
Em direção à fornalha
Bolas incandescentes.

 

Os grilos acomodem a noite
Descanso sereno e úmido.
Possamos acreditar todos nós,
cada um de nós, agrupando-se
(apesar das tantas falhas)
Libertar-se em libélulas, no nascente.
 

 

 

Maria Rita Pereira

Escrito por Maria Rita Pereira às 01h04
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21/10/2008


TEMPO DE DESPERTAR

(Maria Rita Pereira)

 

Agora, deixe-a aí, amadurecendo...
Como fruto colhido antes da hora
Esqueça-a por um momento.

 

A criação precisa do seu próprio devir,
não nasce acabada
Precisa, antes de mais nada, do tempo.

 

Ele que faz decantar a poeira levantada
Não adianta teimosia!
Senão a tornará, por dentro, desvanecida.

 

Quando tudo desanuviar e a luz revelar
Ai sim, estará na hora de retocar
Poderá, então, um libertário fim... Dar.

Escrito por Maria Rita Pereira às 00h25
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18/10/2008


SAIAS DE RODAR

 

Como forçar palavras em versos?
Não é assim que poesia se faz!
Poesia nasce naturalmente
Como saias de rodar.
Como guarda chuva de Carlitos
Poesia não se dobra aos ventos
Permanece pura, integra
Sincera aos devaneios.
 

 

Poesia é vertente!
Nega-se ao raciocínio.
É tudo que sem rascunho
Passa no funil sem se deixar filtrar.
Por isso é inédita, única, verdadeira.
Por isso representa o novo
O despertar do louco
A liberdade.

Escrito por Maria Rita Pereira às 11h37
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22/09/2008


Despedidas



Flor que me escapa aos dedos
Pétalas que restam são aromas da saudade
Suave sensação de seda a escorregar-se de mim
Presença spectral parece não ter fim
Desejo de pertencimento que nos ata
Parece conter o segredo que a dor contém e mata
Porém, enquanto permaneces como a enfeitar dias
Vivo este momento como se nunca findasse
Seria melhor aprender a lidar com perdas
Dor que nos persegue quando felizes
Entretanto, foi o sustentáculo sabor cereja.
Mesmo sem desejar entrelaçaram-se raízes.


 

Escrito por Maria Rita Swans às 21h52
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31/08/2008


Sobre o projeto a ser aprovado no  Congresso Nacional da proibição de propagandas

dirigidas ao público infantil.

- Você tem opinião formada a este respeito ???

Minha opinião:

"A infância deve perdurar, precisamos protegê-la das grandes difuculdades do mundo adulto. Prepará-las, sim, e não expô-las em demasia. Isto é crime. Aos adultos cabem viver seu tempo com dignidade e assumir sua maturidade para garantir às futuras gerações um mundo mais justo e melhor de se viver. Por isso é importante cuidar da educação de cada uma das crianças com zêlo e amor.
A mídia têm influenciado bastante na atitude das crianças e adolescente tornando-as ansiosas e exigentes, dificultando o trabalho das famílias e até estimulando os pais, ainda imaturos, a servirem aos desejos consumistas dos filhos na disputa pelo ter entre os amigos enquanto tem havido o descuido com a humildade, a simplicidade e a disciplina das necessidades e gozos. Num contexto onde o hedonismo é comportamento aceitável e aplaudido, enquanto a renúncia de algumas necessidades para auxilio mútuos parece um fantasma a se fugir… Precisamos rever os valores deste momento histórico onde o capitalismo tem imperado indiscriminadamente, pertubando os lares incutindo o vício do consumo. Há pais que fazem crediários para dar o tênis de aos filhos, ou celular enquanto deixam de planejar o custeio dos estudos ou a compra de uma casa e a segurança na velhice… Jovens que gastam todo seus salários consumindo desenfreadamente tudo o que não puderam ter, na infância, deixando de organizar seus orçamentos para o planejamento do futuro… Vão se frustando, já que estas satisfações mudam de cara, dia após dia, nas propagandas de bens não duráveis, que não satisfazem a carência de afeto e respeito.

É necessário limpar o terreno, auxiliando as famílias a repensarem os valores, cuidando de incentivar a ética > independente das religiões < mas linkadas às leis do amor universal. Por isso que hoje sofremos as consequências do desmatamento desenfreados, da poluição pelo descartável, e da criminalidade juvenil. Esta última gerada pela despreocupação em desenvolver nos jovens a auteridade. Têm-se desmantelado o mundo e esperamos que haja tempo, ainda, para reconstruir ..."

leiam: http://mercadoetico.terra.com.br/noticias.view.php?id=3240

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 18h41
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17/08/2008


ANELOS


(Maria Rita P.)



Da árvore envelhecida
Seu último fruto desprendeu-se
Lançado longe, rolou
Fixou raízes.
Para alimentar sonhos de prosperidade
Verdes brotos de saudade
Fez-se presente.
A árvore velha ainda buscou da fonte
Lá onde a seiva refrescante
Toda sua copa pontos verdes, ressurgiram.
Mas, não semeou como antes.

Na terra profunda buscou histórias
Para nos alegrar e acalantar.
Aprendemos quais caminhos
Indubitavelmente será nosso fim
Quando árvores antigas
O passado não mais revelar.

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 19h54
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24/05/2008


ALUNOS
Silas Correa Leite


Chamo todos os meus alunos de filhos
E eles são tantos
Alguns são mais que isso
Outros só pretos e bantos
Alguns eu amo porque precisam
Outros porque são santos
E com eles todos aprendo cada vez
mais ser eu mesmo
E a adquirir encantos

(Chamo meus alunos de filhos
E eles são meus Pais.)

http://campodetrigocomcorvos.zip.net/

 

De um amigo poeta/professor. Professor de sonhos e esperanças,

assim como muitos que tenho o prazer de conhecer  ...

É a maioria, apesar da maldade que denigre a imagem destes

heróis anônimos e empoeirados de giz ...

Os motivos do não aprendizado dos jovens são tão complexos...

É preciso conhecer de perto a realidade para perceber que os

verdadeiros culpados são sempre os mesmos engravatados de

barrigas cheias que governam por decretos  e/ou  portarias e, ainda

manipulam a opinião pública a seu favor ...

 

 

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 22h13
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20/05/2008




Campos livres para as margaridas...





...



Que o verde sobressaia no azul

O dourado traga mais calor
Sobreponha ao frio das almas egocêntricas.
Estas não mais solidifiquem as forças do amor...



...



Que a vaidade de mãos gélidas

e unhas coloridas encontre saída,

deixe os campos livres para as margaridas.
Porque não queremos mais hipocrisia
queremos a melodia das cachoeiras transparentes
Aquelas que nos convidam ao refazimento



...



A hora é chegada, o ciclo fecha-se
Precisamos ajuntar os sonhos

Encantar o mundo com as almas de luzes cintilantes
Sim, aquelas onde a pureza das intenções revigoram
Revigorarão a aurora do dia seguinte...



...



(Maria Rita Pereira)

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 23h24
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29/04/2008


RETALHOS

 

 

Rasga o tempo que se refaz, tardiamente
Entre a noite e o dia, preso a ciclicidade
Traz a paixão diante do ato reprimido 

Assim como o coração que tarde, arde
Lentamente neste vendaval servindo Marte
Hoje sem ontem, sem amanhã, esprimido
Olvidando a tradição e toda a magia
São os avessos, são retalhos de almas sem guias.

 

Onde estão os demônios e os santos de outrora?

Quem ensinará o canto que acalma a impaciência 

Abraçará a causa da nossa ausência de disciplina?

Protegerá contra a ira que autodestroi a essência  

Cavará revelando o âmago de nossas fraquezas

Diminuindo nossa ânsia diante de tantas incertezas

Ensinará à semente, germinando, a esperar o fruto 

Antes que os vermes antecipem seu proprio luto.

 

 

- Maria Rita -

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 10h16
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26/04/2008


 

LOS RETRATOS DE LOS NIÑOS DEL EXODO
de Sebastião Salgado Êxodos e Crianças

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 00h08
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Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 00h06
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18/04/2008



...Penso nas crianças que rejeitadas desde o principio, pela inadaptabilidade aos padrões estéticos burgueses ou pela falta de recursos em se poder fazer parte daquilo que a mídia propõe a vender como necessidades para que o indivíduo sinta-se inserido. Estes jovens e crianças cuja psique ainda frágil, pelo fato mesmo de sua imaturidade, por não terem recebido uma orientação ética, quanto aos verdadeiros valores a serem cultivados e respeitados, ficam submersos a um sentimento de menos valia que deteriora a percepção de si e aceitação das suas possibilidades em inserir-se corajosamente e heroicamente ao universo que também lhes pertencem.



Maria Rita Pereira



Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 12h04
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10/04/2008


...     

 

PATINHO FEIO

- ao excluído -

 

 

Produto inacabado

Interlúdio de algo
Possibilidade do melhor
Desde o início do existir
A coisa certa, uma busca
O desejo de transcender
Foi esta a força motriz

Desde a ventania - o nascer

Admitir o pertencimento
Assumir-se excluído, povo, massa
Libertar-se do julgamento
Ser feliz

 

Não permitiram que adentrasse por completo
Do pouco que ofertaram,
eximiram-se da culpa
Pelo fato de ter lhe dado possibilidades,
sobrevive como ego.
Produto inacabado da idealização do outro
O patinho feio
Até encontrar a própria identidade,
Aceitar a grandeza,

- doa a quem doer - 

Ser cisne.

 

Maria Rita Pereira

 

 

 

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 10h23
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28/03/2008


Camafeus

(MRitaPereira)

 

 

 

O vento retorna
Suave aroma de flores
Boa noite!
Floresta escurece
Anoitece
Os vagalumes iniciam uma festa
A lua torna-se real
Redondamente gorda
Amarelamente encantada
Impermanente...

 

A lua inicia seu momento solitária
Surge um presentimento, desilusão
A escuridão revela seus segredos
Medos! medos!
Impermanente como a serpentear incoerente
Por traz dos véus,
cristalizam-se os vagalumes
Caem sobre a terra, sonhos
Tela sobre tela, tintas perdem o tom
Noite dos pensamentos flutuantes
Confusos no espaço vazio
Qual mar, pesam em salgar

Pensamentos escurecem sob a escuridão.
Versos são lidos,
Por vezes, combatidos.
- O que são versos senão ventos?

 

O vento retorna

Suave aroma de flores
Versos foram jogados ao léu
A lua começa seu momento solitária
Poemas perdidos
Troféus desperdiçados
Desfazem-se.

O mundo mágico finda-se

Aos pés de narcísos

Que dançam sozinhos a sinfonia do eu

Cristalizados camafeus

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 23h18
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23/03/2008


A revolução conquistará para todos o direito não somente ao pão, mas à poesia."


Leon Trotsky

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 01h32
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20/03/2008


Pensando a educação

Para lançar julgamentos, receitas e/ou protocolos às escolas de hoje e aos seus partícipes é necessário inserir-se ao processo e vivenciar o dia-dia desta instituição. Nunca compare a escola atual com a de 15-20 anos atrás, os jovens não são os mesmos, a escola vive uma crise de adaptabilidade e os educadores possuem boa formação (formados na década de 70-90, ainda não havia a proliferação de faculdades/empresas lucrativas). Entretanto, ocorreram muitas mudanças na estrutura da sociedade com o neoliberalismo, a aprovação continuada e as políticas assistencialistas. Somadas ao empobrecimento das famílias, ao aumeto do desemprego, ao comportamento hipermoderno das populações como um todo (consumismo-imediatismo-fluidez-hedonismo) têm-se instalado um cáos sócio-familiar-cultural muito complexo para se traçar comentários rápidos e maldosos à complexidade das subjetividades que contracenam hoje no cenário da escola pública.



Tenha cuidado para não estar reproduzindo uma fala da elite. Seja prudente!



Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 22h30
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16/03/2008



SOBREVIVA


(Maria Rita Pereira)



Por que ajuntastes tanta matéria agregada
ao pó da desintegração?

Sobrevivas no coração em pulsar e sentir

dos homens e mulheres do caminho.
É o que fica deste universo/moinho.

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 23h19
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29/02/2008



 


Tênue lucidez


(Maria Rita Pereira) 


 

Linha d'água tênue leve curvatura

Pele negra trafegas, ainda, insegura

Olhos no presente, liberdade só com amor

Perdoa nossos desacertos ao nos decompor

 

 

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 23h18
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10/02/2008







Imagem: http://www.wayneforte.com/index.htm


Quase só


(MRitaP)





Somos tantos
Massificação - Desorientação.
Crise de valores
Entre os passarinhos, sós.
Sós diante do ato de subversão
Por quê escolhemos entender?
Por escolher o caminho mais difícil
Fiquei com a lágrima do dia.
Com o canto da andorinha
Quase só.



Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 10h58
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06/02/2008


 
A Realidade pintada em versos por 3 adolescentes de 14 - 15 anos (Cesário, Diógenes e Gabriel)
moradores das periferias do Real Parque na região do Morumbi.  
 
 
Realidade não Fantasia

 

Cesário, Diógens e Gabriel 

 


As vezes pra vencer na vida é preciso ser agressivo

Somos grupo Elementos pensamentos positivo

Nosso governo é sinistro e só que ganhar dinheiro

Aqui os mano não se ilude que os mano é brasileiro

Por isso eu te falo com muita convicção

 

REFRÃO

“A falta de emprego e compreensão

Transporta o pivete pra uma vida de ladrão

A falta de emprego e compreensão

Mata os sonhos da pessoa e joga dentro do caixão”

 

Muito Zé Povinho errado e cheio de ganância

Somos manos de direito e ainda temos esperança

Fizemos essa letra com força de vontade

Só queremos expressar um pouco da realidade

Hoje em dia quem é quem, isso é o que importa

A lei do mata-mata é o poder que abre as portas

Essa é a lei de satanás quem não têm respeito faz

Com uma arma na cintura você vê quem pode mais

 

Não quero ser mais um moleque, irmão da vida do crime

Levantei minha cabeça e agora sigo firme

Muitos jovens hoje em dia nessa pura fantasia

Se envolvendo com o crime pra vencer seu dia-a-dia

A vida é tipo assim feito uma selva de bicho

Por isso tudo o que for fazer de bom faça com capricho

A 1000 por hora vejo bater meu coração

Vi muita gente ruim gente que mata sem perdão

Um “salve” eu vou deixar pros mano da quebrada

Real Parque Panorama é ZONA SUL que se enquadra

Mano eu falo pra você então, sem tumultuar

Aqui é ZONA SUL maluco chega devagar...

 

 

" A questão da exclusão – embora não seja específica ao mundo do trabalho aí tem sua maior afirmação – aparece não apenas tendo como resultado um imaginário de inferioridade, mas concretamente discrimina, despreza, fixa o outro em áreas específicas produzindo guetos. E o que é pior, exacerba-se na violência. Os outros passam a ser não apenas excluídos e inferiorizados, mas portadores de uma essência desordenadora e perversa." 

Trecho colhido do site 

 http://www.dhnet.org.br/dados/livros/edh/estaduais/rs/adunisinos/cecillia.htm

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 14h11
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30/01/2008


  

PROCURA

 (MRitaPereira)

 

 

Não estão acostumadas
Querem, buscam
Choram
Amor ignoram
Passam por entre as redes
Tecidas calmamente
Na brisa azulada
Não se agarram a nada
Não se prendem
Temem
A busca continua

A alma é nua
Ignoram novamente
O amor que as
Procura

 

 

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 00h10
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28/01/2008


 

 

Entre os passarinhos

 

 

Metrópoles, pura paixão e isolamento
Até encontrar-se entre os passarinhos
Ninguem é sozinho.
Mas, todo mundo sabe de solidão

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 14h08
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10/01/2008


Pintura de Enzo de Bernardini

O Segredo

Maria Rita Pereira

 

Estou no útero, assim boiando. Este eco nos ouvidos é dos meus próprios sons internos. Abraçada ao farfalhar das águas salgadas e mornas, a elas entregue como fazendo parte da matemática mais exata. O todo, ao redor, compactua para este sentir. São momentos de extrema desconcentração onde sou só cabeça que pesa e pensamentos soltos.
 
Assim que estou depois da exaustão que fiquei após o contato com o outro perverso, da desconstrução pela ambição e orgulho que tem causado tanta dor e devastação. Hoje não! Hoje estou de ressaca do mundo social e, muito mais que isto, estou só comigo e aqui há mansidão.

Sendo gestada como sempre estive sinto a pulsação do criador. Ele sou eu, agora somos um. Envolvendo todo meu ser, a densidade da água me sustém e de olhos abertos para o céu do ventre universo, vejo a imensidão azul celeste a me circunscrever e me esqueço como a um ponto. Faço meu próprio verso em mim que irradia do infinito a me alcançar e integro-me ao todo como parte dele. Este é meu segredo de estar feliz neste degredo.
 
Publicado no Recanto das Letras em 10/01/2008
Código do texto: T811335

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Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 23h48
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03/01/2008


PALHAÇO DAS NOZES

 (MaRitaP) 

 

Natal e Ano novo banhados a champanhe e nozes. Uma lágrima escorrega, nada novo, tudo cessa. A  ignorância e miséria, ainda,  alastram-se nestes Brasis sem juiz.

Uma andorinha, acreditou pintar a vida em aquarela mas a poesia foi-se, diante das ceias opulentas que encheram o sangue do poeta de gordura mórbida deixando-o anestesiado diante da dor.

Uma lágrima rolou dos olhos do palhaço que se viu sem ferramentas de fronte ao riso de improviso das milhares de crianças excluídas do espetáculo.  Em detrimento disto, uma andorinha buscou fazer verão, mesmo sozinha, e acreditou sorrindo que sementes ficaram aqui ou ali... É a esperança que sobrou na caixa de pandora, esta que salvará a arte...

 

 

 
(...)a resignação passiva, por ensurdecimento progressivo do ser, é o falhar completo e sem remédio. Mas os revoltados (…) aqueles que se cortam no ar e nos seus próprios gestos, são a honra da condição humana. Eles são aqueles que não aceitaram a imperfeição. E por isso a sua alma é como um grande deserto sem sombra e sem frescura onde o fogo arde sem se consumir.(...)»


Sophia de Mello Breyner, Contos Exemplares
 

Escrito por Maria Rita Pereira da Silva às 12h16
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